quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

Last day

E enfim chegou o último dia de 2009. O que deu pra tirar de bom desse ano?

Olha, sinceramente, 2009 não foi um ano ruim não, pelo contrário.

Foi um ano de muita correria, muita confusão, alguns desentendimentos... mas também, muita festa e muita alegria.

A faculdade acabou - e agora só falta entregar a monografia e esperar a colação. Acho que esse vai ser o divisor de águas da minha vida que vai ser repartida em vida dura e vida menos dura rs.

O fim de ano esse ano foi meio ruim pra mim. As festas de fim de ano geralmente me abalam, mas esse ano foi o pior desde então. Não sei exatamente porque, não sei mesmo. Só posso desejar que a virada de 2010 para 2011 seja melhor, né?

Enfim. Eu sempre recebo textos semanais do Jon Gordon que eu traduzo e coloco aqui. Mas dessa vez eu tô com muita preguiça de traduzir (aliás, começar o ano com essa minha preguiça vai ser foda rs). Então, a parte que eu achei mais legal eu divulgo agora:

"(...) You will always feel fear. Everyone will. But your trust must be bigger than your fear. The bigger your trust the smaller your fear becomes. And the more you trust the more you become a conduit for miracles. I know. (...)

I know that 2009 was not a great year for many people but I believe New Year’s Day represents a fresh start and it presents a new opportunity to create the life you were born to live. All you have to do is jump in with all that you are and all that you wish to become.

Are you ready?

Here's to an amazing 2010!"

Que tal, heim? Fazer desse fim de ano estranho que eu tive uma virada pra fazer um 2010 foda pra caralho?

Partiu, então!

Feliz Ano Novo!

;)

quinta-feira, 24 de dezembro de 2009

"Criando memórias"

"Me peça pra te contar sobre o melhor presente de Natal que eu já ganhei e eu seria capaz de lembrar somente um. Uma guitarra musical de plástico com a banda Kiss e as caras maquiadas deles no instrumento. Infelizmente pra minha família, eu corri pela casa cantando 'They call me Dr. Love' por alguns dias. Mas se você me pedisse pra lembrar minha memória favorita das festas de fim de ano eu seria capaz de lembrar muitas tradições, eventos e momentos especiais.

Eu iria falar sobre meu pai fazendo pizza toda véspera de Natal à meia noite. Eu iria falar sobre as pegadas próximas à lareira que meus pais diziam que eram do Papai Noel. Nós ainda temos fotografias para provar. Eu me lembro de querer enviá-las ao jornal para provar que todos os que tinham dúvidas estavam errados.

Eu me lembro de decorar a árvore de Natal e acender as velas do Hanukkah com minha família todo ano. Nós celebrávamos ambos os feriados na nossa família. Acima de tudo eu me lembro do amor e das músicas que nos rodeavam durante essas reuniões em família especiais.

Hoje, como adulto, eu vejo que a época das festas não é definida pelos presentes materiais que damos e recebemos, mas pelo dom do amor que temos uns pelos outros e pelas memórias que criamos juntos. Com o passar dos anos, os presentes se perdem e se tornam obsoletos, mas as memórias especiais duram para sempre.

Então, nesta época de festas, eu quero te encorajar a criar memórias para serem guardadas.

1. Crie memórias para você mesmo - Durante este período de férias diga pra você mesmo, 'Quando eu olhar pra trás, o que eu quero lembrar dessa época? Eu quero lembrar de mim como uma pessoa estressada, infeliz e raivosa ou eu quero lembrar da alegria que eu sentia, das conecções que eu fiz, dos presentes de coração que eu dei e os momentos especiais que eu tive?'

2. Crie memórias para seus filhos - Se você tem filhos e está se sentindo estressado por todas as coisas que tem que fazer, pare por um momento e se pergunte, 'Daqui a 20 anos, o que eu quero que meus filhos lembrem? Que memórias eu quero que definam suas infâncias?'. E então as crie. As coisas não giram ao redor dos presentes.

3. Comece uma tradição - Nunca é tarde demais para começar uma nova tradição. Tradições conectam uma geração com a próxima e enchem a vida de significados. Conte uma estória, leia um livro específico, vá a igreja ou ao templo, assista cantatas de Natal, faça uma certa comida ou sobremesa, faça voluntariado, apadrinhe uma família necessitada. Inicie uma tradição e deixe que ela crie as memórias de cada ano.

4. Dê presentes significativos - Em um mundo com tantas opções e tantos cartões de crédito... compre menos esse ano, mas ainda assim dê mais. Dê mais, dando presentes que têm significado. Que seja um livro especial, uma foto, um poema, uma pintura, um símbolo do seu amor, dê um presente com significado que ele vai criar uma memória que irá durar pra sempre.

Boas Festas.

Da família Gordon para você e sua família."

(Jon Gordon)

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Nossa, gostei muito desse texto e refleti bastante lendo ele. Realmente é bem verdade que a gente lembra mais das memórias do que dos presentes. Fiquei aqui tentando lembrar dos presentes mais legais que já ganhei e o que me veio à cabeça foi uma bicicletinha que meus pais conseguiram encaixar na janela, não sei como, pra eu achar que tinha sido o Papai Noel que tinha deixado ali. Eu achei meio estranho ele ter conseguido passar a bicicleta pela grade, mas tudo bem..

Mas quando eu parei pra pensar nas memórias... essas são muitas.

Quando meus avós, pais da minha mãe, ainda eram vivos, a gente ia passar o Natal na casa deles. Eles moravam numa vila com várias crianças e sempre tinha um alguém pra se vestir de Papai Noel. E eu MORRIA de medo. Era bem legal, todo mundo reunido, presente pra cassete, comida até dizer chega...

Depois que vovó faleceu, a gente ainda continuou indo pra lá pra não tirar a sensação de anfitrião do vovô. Mas logo depois ele faleceu também e a tradição foi sendo mudada.

Começamos a passar o Natal cada um nas suas casas. Minha mãe com a gente e meus tios com os deles. Ficou tudo meio separado, mas aí veio a idéia deles se juntarem no dia 6 de janeiro. Essa tradição é meio falha, sabe, nem todo ano acontece porque são todos uns enrolados, mas a gente tenta.

Com o Natal acontecendo aqui em casa as coisas ficaram mais engraçadas, porque eu comecei a ver a confusão que era pra fazer o Natal acontecer: mamãe fica na cozinha fritando rabanadas e a gente roubando todas, eu e Lu arrumando a travessa do Chester e do Tender, a Lê colocando a mesa, todos os amigos de infância do meu irmão aparecendo pra filar a comida, e assim vai.. até dar a hora de tomar um banho pra esperar dar meia noite. Aí a gente comia e trocava os presentes.

Papai criou a tradição de colocar dinheiro pra gente na árvore, porque ele nunca queria sair pra comprar os presentes. Foi assim até o Natal de 2005. Em 2006 ele já tava internado, aí foi meu irmão que assumiu a tradição.

Depois que Papai faleceu o Natal e o Reveillon ficaram meio esquisitos. Ele adorava as festas de fim de ano, e de repente eu me vi não mais empolgada pra comemorar. Na verdade, eu sempre achei estranho essa alegria repentina de todo mundo se amando no fim do ano, mas eu entrava no clima, sabe. Mas quando seu pai resolve que dia 24 de dezembro é um bom dia pra ir embora, tudo fica meio sem sentido.

Eu hoje não curto muito o Natal não. Eu participo, ajudo com as coisas de sempre, mantenho as tradições... mas é estranho.

As memórias que a gente criou durante tanto tempo teimam em voltar e fazer a ausência dele se manifestar mais forte do que deveria. E as novas tradições passaram a ser orar por ele, ir à missa no dia 24 de de manhã e sentir saudadedele roubando castanha e rabanada.

Enfim... coisas tristes à parte, acho que é bom aproveitar o clima de mundo perfeito e aproveitar pra espalhar um pouco de paz por aí.

Sorte minha que tenhos uns melhores amigos do mundo que criaram a tradição de se juntar depois de meia noite. Um perfeito milagre de Natal, né?

;)

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Meu sobrinho famoso

Sabe como é...

Você vê a pessoa nascer.

Ele cresce fazendo besteiras, andando com seu patins e quebrando as coisas do seu quarto.

Vocês se estapeiam de vez em quando, afinal, a idade próxima quase torna vocês primos, e não tia e sobrinho.

Ele cresce mais e começa a jogar futebol. E até que ele joga bem, sabe.

Começou devagar, assim, no futsal. E foi pro gramado. E viu que tinha jeito.

E os clubes quiseram ele. E ele foi.

E ele é bonito sabe. Gato mesmo.

Tem estilo.

Aí tá tudo muito bom. Tá tudo muito bem.

Um dia você chega em casa e tem dois carros do jornal O Dia.

E você entra e dá de cara com fotógrafo e membros de um fã-clube.

E acha tudo surreal. Afinal, você pegou ele no colo. E agora tem meninas loucas querendo pegar ele no colo.

Cara. Não é que o moleque chegou lá?

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