quinta-feira, 7 de junho de 2012

Diga que valeu

Eis que o bom filho à casa torna... Nada como um fim de feriado pra colocar a cabeça no lugar.

Tava em casa de bobeira e comecei a olhar meu antigo fotolog... não sei nem porque eu lembrei que eu tinha um fotolog! Sei que tem postagens nele a partir de 2007 e em períodos soltos... e eu fiquei um tempão olhando minhas fotos e os textos idiotas criativos que eu escrevia.

É muito simples perceber a mudança abismal que aconteceu em mim de lá pra cá.

É muito fácil ver que a maioria das fotos e dos textos que eu publicava eram indiretas pra alguém que eu achava que tinha feito alguma coisa de ruim pra mim em algum momento. Ou então eram uma tentativa de chamar atenção pra alguma coisa que tinha em mim e ninguém percebia. Sofrimento, alegria, que fosse. Tava tudo estampado ali.

Também dá pra ver que eu tinha uma visão mais inocente da vida. Meu mundo girava em torno de poucas coisas: amigos, cerveja no fim de semana, pegação, faculdade... talvez fosse tudo muito mais fácil e eu não tinha maturidade suficiente pra perceber na época. Passava tanto tempo me ressentindo e deixava de aproveitar coisas boas.

Sei que às vezes eu gosto de olhar pra trás e me dar conta do quanto eu amadureci. Pode soar babaca da minha parte, mas eu realmente consigo ver isso em mim.

Se antes eu sofria por pessoas que não me davam bola, hoje eu sei que pelo menos uma pessoa tá do meu lado por livre e espontânea vontade, apesar de todas as cagadas que eu possa cometer (sim, mor, é você).

E as pessoas que não me davam bola na época, essas eu fui cortando uma a uma. No fim sobraram poucas. Sobraram aquelas que eu aprendi cujas cagadas valiam à pena aturar, porque no fundo eu percebi que elas estavam dispostas a aturar as minhas cagadas também.

Hoje eu vejo que a vida é um eterno "perde e ganha". Se antes eu queria atenção de muita gente, hoje eu volto a minha atenção pra quem eu sei quem me ama. Se antes a preocupação era faculdade, cachaça e colegas, hoje é casamento, trabalho, dinheiro, amigos e família.

O resumo disso tudo é poder olhar pra trás e saber que até que eu me saí bem. Dá vontade de voltar no tempo e dizer pra Livia de 23 anos que sim, as coisas vão melhorar.

O bom é perceber que eu fui esperta o suficiente pra escolher as causas certas pra lutar, pra manter do meu lado as pessoas certas, por motivos certos.

No fim, tudo valeu à pena.